Chegamos em Siem Reap em uma tarde de sexta-feira – onde ficaríamos até a tarde do domingo -,  deixamos as coisas no hotel e fomos passear no centrinho da cidade. No meu caderninho de viagens, a primeira anotação que fiz sobre a minha impressão sobre a cidade foi: choque cultural. Aconselho a quem estiver planejando ou de malas prontas para conhecer Siem Reap pesquisar (e muito!) sobre o país.

O nosso motorista (sim, no hotel tínhamos direito a um motorista 24 horas – falarei já sobre esse detalhe) nos deixou nos arredores da Pub Street. Por lá, várias ruazinhas com restaurantes (nada requintados), bares, barraquinhas de sucos e de drinks, casas de massagem (no sentido literal) por uma pechincha e muitos, mas muitos, night markets (destaque para o Angkor Night Market e Siem Reap Night Market). Eu e o Alcimor fizemos uma ótima massagem khmer de 30 minutos por uma bagatela de USD 7,00 cada, em um local chamado Temple Massage. Antes de voltar para o hotel, uma paradinha para uma cerveja – quente – no Red Piano Bar (não tomei uma cerveja gelada por lá em toda nossa estadia).

No dia seguinte, acordamos cedinho, às 4:30 da manhã, em direção ao Angkor Wat, onde lá assistiríamos o nascer do sol por trás daquele templo de deixar qualquer um de queixo caído. Como tínhamos apenas um dia inteiro para conhecer os principais templos da cidade, compramos o Angkor Pass para apenas um dia, por USD 20,00, o que dava acesso a todo o complexo. Assistimos o belíssimo nascer do sol e, ao final, seguimos o que havíamos combinado com o nosso motorista: voltamos para o hotel pra tomar um baita café da manhã, descansar um pouco e voltar à peregrinação nos templos.

Às 9:00 AM, o nosso guia (um sobrevivente da matança do Khmer Vermelho) nos esperava na recepção do hotel para seguirmos, de novo, em direção ao Angkor Wat. O Angkor Wat nada mais é do que a maior construção religiosa do mundo! É impressionante a grandeza e a riqueza de detalhes daquele lugar. Foi construído em apenas 35 anos e é considerado a oitava maravilha do mundo.

Angkor Wat
Angkor Wat

 

AngkorWat2
Detalhes das paredes do Angkor Wat

 

AngkorWat7
Angkor Wat

 

AngkorWat6
A parte lateral do Angkor Wat

 

Seguimos, de carro, para o Angkor Thom, ou a Grande Cidade, que é o templo mais conhecido depois, claro, do Angkor Wat. É lá onde ficam os templos BayonTa Prohm, esse último mais conhecido como o templo das árvores, cenário do filme estrelado por Angelina Jolie, Tomb Raider. O templo foi todo tomado por raízes e troncos de árvores, uma lindeza:

TaProhm

 

TaProhm2

 

Do Ta Prohm, fizemos uma pausa rápida para o almoço. Ali pertinho dos templos não há bons restaurantes, então quem tem frescura com locais, digamos assim, mais simples, vai penar um pouquinho para almoçar. Depois do almoço rápido, seguimos para mais um templo, o Bayon. Ele possui um estilo gótico com 54 torres decoradas com 216 faces gigantes bem semelhantes aparentemente, mas que não repetem as expressões uma das outras:

Bacon
Bayon

 

Bayon2

 

Pra finalizar o dia longo e cansativo – mas muito proveitoso, uma passadinha pelo Baphuan, pela Esplanada do Rei Leproso e pela Esplanada dos Elefantes.

Esplanada
Esplanada dos Elefantes

 

Nosso hotel:

Ficamos hospedados no No The Privilege Floor @ Lotus Blanc. O Privilege Floor nada mais é do que o primeiro andar do Hotel Lotus Blanc. Como o próprio nome já sugere, é um andar “privilegiado”, com um serviço pra lá de diferenciado. Além do café da manhã ser separado do restante do hotel (mas não mais especial), tínhamos direito a um motorista 24 horas, celular com ligações gratuitas para o Brasil, lavanderia inclusa, mini bar free, enfim! Um montão de coisas para tornar a nossa estadia ainda mais incrível.

 

Algumas dicas úteis:

  • As mulheres devem estar com os ombros e os joelhos cobertos para a entrada nos templos (eu levei um lenço para cobrir os ombros);
  • Levar dinheiro em espécie (dólar americano), no Camboja quase não se aceita cartão de crédito;
  • Aconselho tirar o visto antes da chegada ao país, embora possa tira-lo no próprio aeroporto;
  • Levar roupas frescas. Dependendo da época, a temperatura pode chegar até 40 graus;
  • Nos templos, evite roupa branca por conta da poeira.

 

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