Chegando em Bangkok

Chegando em Bangkok

@ Por Patrícia, Cultura, Viagens

Falar de Bangkok é fácil, mas, ao mesmo tempo, difícil, pois é uma cidade de múltiplas facetas. Bangkok de templos lindíssimos, de grande religiosidade, mas, também, Bangkok de caos,  de noites agitadas e de engarrafamentos quilométricos.

O caminho do aeroporto até o centro de BKK é longo, mas muito interessante. Através dele, temos os primeiros contatos com aquela cidade tão enigmática. Uma cidade onde a religiosidade se mistura tão bem com a homossexualidade e a transexualidade. Onde, apesar da pobreza, a violência não impressiona. A riqueza e a pobreza estão ali, lado a lado, indissociáveis. Pelas ruas, mercados e restaurantes, quase a cada esquina (e olhe que BKK é enorme!). Só estando lá pra entender a lógica daquela cidade que tanto me encantou.

Ficamos hospedados do outro lado do Chao Praya River (a pronúncia, para nós, é fácil: “tchau praia”), que, na verdade, não é mais Bangkok, mas uma antiga capital da Tailândia, cujo nome não me recordo agora. O acesso à Bangkok propriamente dita é super fácil e pode ser feito de carro (só atravessar a ponte) ou pelo serviço de barco disponibilizado pelo nosso hotel, o The Peninsula Bangkok.

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O melhor vinho do mundo

O melhor vinho do mundo

@ Por Alcimor, Cultura, Vinhos

O melhor vinho do mundo é aquele que preenche o nosso momento e nos proporciona um prazer tal na circunstância na qual ele é tomado que não nos deixa desejoso de nenhum outro. Simples assim. Se estou tomando, por exemplo, um “simples” vinho verde português, um Quinta de Curvos Superior – de 8 euros a garrafa – na piscina, acompanhando frutos do mar e rodeado de amigos conversando e rindo, ele é o melhor vinho do mundo para aquele momento. Se não me faz falta estar bebendo um Ramonet Bienvenue Batart Montrachet (um sensacional branco da Terra Santa do vinho, a Borgonha) ao custo de meros 2.000 reais a garrafa, o Quinta de Curvos é o melhor vinho do mundo para o meu momento porque preencheu o espaço do meu prazer sem me fazer ter saudades do Montrachet. Isso não quer dizer que o melhor vinho será sempre aquele que se está a tomar agora (num paralelo barato com aquela máxima segunda a qual a pior dor que se pode sentir é aquela do momento). Não! Não são poucas as ocasiões em que estamos a beber um vinho e com saudades de um outro – o que só acontece porque o primeiro não cumpriu a sua função de preencher, a contento, nosso espaço espiritual dedicado à Baco. Ontem mesmo não tomei “o melhor vinho do mundo”: bebi um (só) bom Saint Emilion 2010 – não podem pôr a culpa na safra, já que 10 é sensacional para Bordeaux! -, o Chateau d´Arthus. Senti uma grande saudade de um vinho de preço equivalente e daquela mesma região – só assim para fazer uma comparação justa! – o Chateau Laforge. Com essas considerações eu concluo que não se pode falar em “O” melhor vinho do mundo. Isso não existe por inúmeras razões: a subjetividade do gosto; a incomparabilidade entre vinhos de regiões, uvas e preços distintos etc.. Os melhores vinhos do mundo são infinitos.

Andaluzia – Sevilla

Andaluzia – Sevilla

@ Por Patrícia, Cultura, Viagens

Chegamos essa semana de mais uma viagem. O destino escolhido, dessa vez, foi a Andaluzia, região sul da Espanha. Queríamos uma viagem não tão longa e não tão cara, e a Espanha é sempre uma ótima opção nesse último quesito, levando em consideração o restante da Europa.

Começamos a viagem pela maravilhosa Sevilla. Como tínhamos apenas 08 dias de viagem, dos quais 03 já seriam em Marbella, tivemos uma passagem rápida por lá, apenas dois dias e uma noite, mas acredito que 02 a 03 dias sejam suficientes. A cidade é linda e cheia de vida, florida, com referência (herança) árabe, o que torna aquele cantinho ainda mais especial e característico.

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Bate-volta para Macau

Bate-volta para Macau

@ Por Patrícia, Cultura, Viagens

Separamos o nosso último dia em Hong Kong para fazer um bate-volta a Macau. Hong Kong e Macau são regiões administrativas vizinhas no sul da China. Nas minhas pesquisas anteriores à viagem, eu tinha visto que um dia inteiro na cidade seria suficiente. Francamente, pra mim, não foi. Teria passado dois dias e uma noite tranquilamente. A cidade é um misto de sentimentos e sensações. É a China misturada com o meu gostoso Portugal. São os feios letreiros luminosos chineses perdidos dentre às ruas de calçadas portuguesas.

Saímos de Hong Kong com destino à Macau, através do China Terminal, pois estávamos hospedados em Kowloon. Pra quem está em Hong Kong, os ferrys saem do Hong Kong Macau Ferry Terminal. Não esqueçam dos passaportes, pois estarão entrando em outro “país”. A viagem é curta, cerca de 01 horinha de viagem. Entretanto, tem um porém: tanto na viagem de ida, como na volta, passamos, além do tempo de viagem, mais duas horas dentro do ferry à espera de um píer vago para o ferry atracar. Ou seja, além de termos passado 02 horas (isso mesmo!), em cada viagem, sem fazer nada dentro do barco, ainda perdemos, no mínimo duas horas do nosso dia para conhecermos a cidade. Um saco! Enfim..

Ah, Macau! Eu amei e super indico uma passagem mais demorada por lá. Além do centro histórico com 25 pontos tombados pela UNESCO, ainda tem toda a “beleza” da China e a sofisticação da parte dos Cassinos. Como não tínhamos muito tempo por lá (acrescentado ao fato de termos perdido algumas horinhas dentro do ferry), não conseguimos visitar todos os 25 pontos, mas amamos todos os que tivemos a oportunidade de conhecer. Aqui vão alguns:

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Hong Kong – Primeiro dia

Hong Kong – Primeiro dia

@ Por Patrícia, Cultura, Viagens

Como tínhamos uma passagem mais folgada por Hong Kong, conseguimos fazer quase tudo que havíamos planejado sem muita pressa, o que me permitiu, ainda, ir, todos os dias pela manhã, pra academia (maravilhosa, por sinal) do Hotel Icon (e como eu me sinto bem começar o dia em uma viagem fazendo exercício… posso comer e beber sem peso na consciência).

Continuando….  Acordamos cedo, tomamos um baita café-da-manhã e corremos pro Concierge do Hotel para pegarmos algumas informações sobre os passeios. Eu já havia separado tudo que eu queria conhecer em Hong Kong, mas, às vezes, ficamos um pouco perdidos em como casar os passeios, por onde começar, o que pode ser feito no mesmo dia, enfim. Aqui pretendo deixar tudo mastigadinho para evitar surpresas desagradáveis.

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Querer é Poder?

Querer é Poder?

@ Por Alcimor, Cultura, Filosofia

Não. Querer seria apenas o primeiro e mais simples e fácil passo até o poder. O poder… Disse-se da liberdade que é algo difícil de explicar mas que todos sentimos quando diante dela. Sabemos bem o que é, mas não se consegue explicar com facilidade. À algumas outras coisas, parece-me, poder-se-ia dizer o mesmo, isto é, que são sentimentos, sensações, situações, percepções que não são facilmente traduzíveis por palavras e nem redutíveis à conceitos. Pois é, com o poder é um pouco assim. Difícil descrever bem em que ele consiste, pois ele se manifesta de diversas maneiras, sendo que, algumas delas, subliminares ou imperceptíveis. Caso se proceda à um exercício de conscienscialização quando diante de uma situação-relação de poder entre pessoas e/ou grupos, quase sempre, é possível identifica-la. E como se dá, como se constrói esse empoderamento? Bem, há artificializações de situação de poder e existem situações de poder natural-natural (a força) e natural-construída (carisma, inteligência etc.). Foucault nos falou das “micro-relações de poder”, que seriam aquelas que se desenvolvem no bojo de toda relação humana e social. Há sempre relação de poder, relações estas que podem ser legítimas ou ilegítimas. Mas aqui não quero aprofundar isso. Me interessa mais tratar das artificializações do poder. Como é isso? É quando se busca depositar em uma pessoa ou grupo os elementos necessários para a concessão do status de inalcançabilidade (próprio do poder – e necessário à ele). Isso acontece de duas formas: mitos e ritos. São duas espécies de um mesmo gênero: a narrativa. É isso mesmo: o poder é uma construção narrativa. É uma história (bem) contada cujos argumentos estão bem concatenados e fazendo muito sentido, buscando justificar-legitimar aquele status de poder. Essa história bem contada é a narrativa-mito. Depois de contada essa história, tendo muitos e muitos depositado confiança nela – consciente ou inconscientemente – formando a massa legitimadora da narrativa, falta algo a mais para reforçar e fazer com que se sedimente o poder, protegendo-o, com o seu encastelamento e consequente distanciamento. É aí que entra a narrativa-rito: um conjunto de atos simbólicos que comunicam uma mensagem de diferenciação entre os que assistem (bestializados?) e participam, passivamente, da ritualística. Estes ritos vão desde eleições, posses, coroações, desfiles, juramentos até a necessidade de se ultrapassar várias secretárias e secretários, além de ajudantes de ordem, oficiais de gabinete etc., para se acessar o poder personalizado em alguém. Tão maior será a intimidação a se desdobrar em poder do outro quão maior for, por exemplo, o número de pessoas que estão entre a “assistência” e o inquilino do Palácio; assim como tão maior será o poder, quão mais pomposas forem as cerimônias e ritualísticas que simbolizam o empoderamento. Pois bem, parece importante deixar claro que com estas considerações não faço juízo de valor quanto às narrativas de poder e sua eventual necessidade. Procuro fazer, apenas, uma constatação. Como se nota, não basta querer para poder. É preciso narrar.

Hong Kong

Hong Kong

@ Por Patrícia, Cultura, Viagens

Confesso que Hong Kong nunca esteve entre o leque de cidades em que eu tinha uma grande vontade de conhecer. Ainda haviam (e há!) muitos outros locais que, para mim, seriam mais interessantes, entretanto, com os planos da viagem para a Ásia tomando forma, Hong Kong foi se tornando uma possibilidade cada vez mais real.

Hoje não faço uma viagem sequer sem passar um pente fino em diversos blogs de viagem e pegar dicas com amigos, acho que nos ajuda – e muito – a não cair em várias “armadilhas” (como eu e o Alcimor costumamos brincar: “todo castigo pra turista é pouco”, rs). E assim foi feito. Pesquisei muito sobre Hong Hong, sua história, cultura, gastronomia e pontos turísticos. Comecei a me empolgar.

Hong Kong é uma das duas regiões administrativas especiais da República Popular da China, a outra é Macau (dedicarei um post a Macau posteriormente). HK é conhecida pelos seus enormes arranha-céus e como uma das áreas mais densamente povoadas do mundo, com uma população de 7 milhões de habitantes. Muitas vezes descrita como o lugar onde o “Oriente encontra o Ocidente”, Hong Kong segue o princípio de “um país, dois sistemas”, já que, como dito, é uma região administrativa especial. A maior parte do território de desenvolvimento urbano da ilha de HK consiste na Península de Kowloon, onde ficamos hospedados.

Chegar a noite em HK faz toda a diferença. Prédios altíssimos e iluminados, letreiros luminosos espalhados pela cidade, muita gente na rua e MUITAS (em caps lock) lojas de grife foram as coisas que, de imediato, mais me chamaram a atenção. No início estranhei, confesso, os prédios, muitos deles bastante velhos, o formato das lojas e os seus anúncios, as barraquinhas de comida nas ruas, as centenas de pessoas andando com máscaras hospitalares, enfim, algo que, isoladamente, causa estranheza, mas que, considerado em conjunto, passa a fazer sentido. Isso é Hong Kong!

Hong Kong é realmente surpreendente! A cidade, muitas vezes citada como a New York do Oriente, é cosmopolita, respira vida e agito, e é um super destino. Nós indicamos!

 


PS: Esse é o primeiro post de uma série de publicações sobre a ilha de Hong Kong. Fiquem de olho!

Camboja – Parte II

Camboja – Parte II

@ Por Patrícia, Cultura, Viagens

Chegamos em Siem Reap em uma tarde de sexta-feira – onde ficaríamos até a tarde do domingo -,  deixamos as coisas no hotel e fomos passear no centrinho da cidade. No meu caderninho de viagens, a primeira anotação que fiz sobre a minha impressão sobre a cidade foi: choque cultural. Aconselho a quem estiver planejando ou de malas prontas para conhecer Siem Reap pesquisar (e muito!) sobre o país.

O nosso motorista (sim, no hotel tínhamos direito a um motorista 24 horas – falarei já sobre esse detalhe) nos deixou nos arredores da Pub Street. Por lá, várias ruazinhas com restaurantes (nada requintados), bares, barraquinhas de sucos e de drinks, casas de massagem (no sentido literal) por uma pechincha e muitos, mas muitos, night markets (destaque para o Angkor Night Market e Siem Reap Night Market). Eu e o Alcimor fizemos uma ótima massagem khmer de 30 minutos por uma bagatela de USD 7,00 cada, em um local chamado Temple Massage. Antes de voltar para o hotel, uma paradinha para uma cerveja – quente – no Red Piano Bar (não tomei uma cerveja gelada por lá em toda nossa estadia).

No dia seguinte, acordamos cedinho, às 4:30 da manhã, em direção ao Angkor Wat, onde lá assistiríamos o nascer do sol por trás daquele templo de deixar qualquer um de queixo caído. Como tínhamos apenas um dia inteiro para conhecer os principais templos da cidade, compramos o Angkor Pass para apenas um dia, por USD 20,00, o que dava acesso a todo o complexo. Assistimos o belíssimo nascer do sol e, ao final, seguimos o que havíamos combinado com o nosso motorista: voltamos para o hotel pra tomar um baita café da manhã, descansar um pouco e voltar à peregrinação nos templos.

Às 9:00 AM, o nosso guia (um sobrevivente da matança do Khmer Vermelho) nos esperava na recepção do hotel para seguirmos, de novo, em direção ao Angkor Wat. O Angkor Wat nada mais é do que a maior construção religiosa do mundo! É impressionante a grandeza e a riqueza de detalhes daquele lugar. Foi construído em apenas 35 anos e é considerado a oitava maravilha do mundo.

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Camboja

Camboja

@ Por Patrícia, Cultura, Viagens

Chegamos no Camboja depois de cinco longos voos: Fortaleza – São Paulo – Frankfurt – Doha – Singapura – Siem Reap. Foram dois dias de viagem até Siem Reap, mas, super bem recompensados quando lá chegamos. Não me lembro de outro lugar ter me provocado tantas emoções e sensações diferentes como o Camboja. Fomos impactados pela história, pelo povo, cultura e pelo sofrimento daquela gente. Também não me recordo de já ter sido tão bem servida, chega a ser constrangedor a forma como somos tratados. É algo que parece ultrapassar a barreira da gentileza: eles nos servem como se fôssemos “amos”, e eles o fazem com a maior alegria e felicidade do mundo.

O povo cambojano é de uma simplicidade e tranquilidade sem tamanho. O sorriso no rosto daquela gente é algo que, com certeza, marcará toda e qualquer viagem de toda e qualquer pessoa que colocar os pés naquele país, principalmente, levando em consideração a tragédia por qual passou, recentemente, aquele povo.

Embora já tivesse tido contato com a história e cultura cambojana, através de pesquisas na internet, livros e documentários, nada como a experiência na vida real, não é? E quão surpreendente ela foi! Siem Reap que, ao contrário do que muitos pensam, não é a capital do país, tem templos magníficos, mas uma história recente bem triste.

Ainda que não houvéssemos sido “brifados” e ainda que não tivéssemos pesquisado sobre a história do Camboja, poderíamos intuir quão triste ela teria sido – como foi! – apenas pelo que os olhares que cruzaram com os nossos conseguiam comunicar, silenciosamente. O país esteve sob o domínio de uma sangrenta ditadura comunista, o Khmer Rouge (Khmer Vermelho, em que Khmer faz referência há uma antiga civilização que ocupou o mesmo território da, então, Indochina, e o vermelho à cor símbolo do comunismo); esteve ainda sob o domínio “semicolonial” do vizinho Vietnã, a tutelar os seus destinos após ter derrubado o regime comunista que ali se instalara. Até meados dos anos 90, quando finalmente recupera a sua soberania, viveu uma sangrenta guerra civil que dizimou quase um terço de sua população. Estima-se que mais de dois milhões de pessoas foram mortas nos campos de extermínio, o que, proporcionalmente, ao número de habitantes do país, pode ser considerada a maior matança de uma civilização em guerras na história.

Hoje, o país é considerado um dos mais pobres da Ásia. Pra ser ter uma pequena ideia, os cambojanos têm de ir ao mercado comprar frutas e verduras todos os dias pela manhã, pois em casa, grande parte deles, não tem energia, nem freezer e geladeira. A energia, por lá, é a base de gerador e, ainda assim, falta luz a todo instante.

Para não me estender muito e tornar a leitura cansativa, continuarei a tratar do Camboja, com a maior atração turística de Siem Reap – os templos, na próxima postagem. Voltem aqui pra conferir! 😉

(Com)Temporalizar

(Com)Temporalizar

@ Por Alcimor, Cultura, Filosofia

Aniversariei esta semana e me pus a pensar, com minha sensibilidade ainda mais aflorada, sobre o tempo. Sobre o meu tempo, mais especificamente. Por razões óbvias se deu esse maior afloramento: estava completando três décadas de vida. Haveria muito a se falar sobre o tempo, é claro, e não conseguiria dizer que aspectos me fascinam mais dentro desse tema. Tenho enfrentado alguns deles em minha tese de doutorado, estudando as relações entre a filosofia do tempo e a filosofia do direito. Poderia tratar do tempo sob a perspectiva de suas diversas facetas filosóficas, para os gregos: o tempo como Kairós, Kronos e Aión, por exemplo, mas quero pessoalizar mais a exploração do tema “tempo” aqui.

Cronologicamente (Kronos) foram-se 30 primaveras – numa visão norte-hemisferista, diria 30 verões, numa visão sul-hemisferista. A idade, assim como a entendemos, é, pois, apenas uma reducionista forma de “medir” o nosso tempo. Mas nosso tempo vai muito além do passar das horas, dias e anos. Nosso tempo é irredutível à uma medida numérica e exata. Nosso tempo compõe-se de nossos acúmulos de experiências e disso decorre que todos temos tempos diversos e estamos em tempos diversos – por mais que nossos tempos cronológicos se assemelhem nos diferenciaremos, sempre, por aquilo que compõe a nossa temporalidade própria. É por isso que nem sempre nos entendemos bem, interpretamos fatos diferentemente etc.. A tomada de consciência dessa muito própria temporalidade de que cada um é dotado é fundamental para que adotemos uma postura de maior tolerância perante o outro; dessa tolerância pode se desdobrar uma ambiência social que nos conceda orgulho e alegria de a ela pertencer.

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