Bate-volta para Macau

Bate-volta para Macau

@ Por Patrícia, Cultura, Viagens

Separamos o nosso último dia em Hong Kong para fazer um bate-volta a Macau. Hong Kong e Macau são regiões administrativas vizinhas no sul da China. Nas minhas pesquisas anteriores à viagem, eu tinha visto que um dia inteiro na cidade seria suficiente. Francamente, pra mim, não foi. Teria passado dois dias e uma noite tranquilamente. A cidade é um misto de sentimentos e sensações. É a China misturada com o meu gostoso Portugal. São os feios letreiros luminosos chineses perdidos dentre às ruas de calçadas portuguesas.

Saímos de Hong Kong com destino à Macau, através do China Terminal, pois estávamos hospedados em Kowloon. Pra quem está em Hong Kong, os ferrys saem do Hong Kong Macau Ferry Terminal. Não esqueçam dos passaportes, pois estarão entrando em outro “país”. A viagem é curta, cerca de 01 horinha de viagem. Entretanto, tem um porém: tanto na viagem de ida, como na volta, passamos, além do tempo de viagem, mais duas horas dentro do ferry à espera de um píer vago para o ferry atracar. Ou seja, além de termos passado 02 horas (isso mesmo!), em cada viagem, sem fazer nada dentro do barco, ainda perdemos, no mínimo duas horas do nosso dia para conhecermos a cidade. Um saco! Enfim..

Ah, Macau! Eu amei e super indico uma passagem mais demorada por lá. Além do centro histórico com 25 pontos tombados pela UNESCO, ainda tem toda a “beleza” da China e a sofisticação da parte dos Cassinos. Como não tínhamos muito tempo por lá (acrescentado ao fato de termos perdido algumas horinhas dentro do ferry), não conseguimos visitar todos os 25 pontos, mas amamos todos os que tivemos a oportunidade de conhecer. Aqui vão alguns:

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Hong Kong – Dicas de restaurantes

Hong Kong – Dicas de restaurantes

@ Por Patrícia, Gastronomia, Viagens

A dica de hoje é deliciosa. Opções para todos os gostos e bolsos pra quem estiver com viagem marcada para Hong Kong. Como nem todo mundo tem o paladar sortido como o nosso, deixarei aqui duas dicas de restaurantes ocidentalizados e outro bem à moda chinesa, mas não menos delicioso. Hong Kong tem muitas opções de restaurantes, mas a grande maioria com preços bem salgados. É bom ficar de olho pra não se perder nas contas da viagem. Aqui vão algumas dicas:

 

  • Aqua

 

Está localizado em Tsim Sha Tsui, distrito moderno, comercial e agitadíssimo de Kowloon, parte continental de Hong Kong. O Aqua é três em um: Aqua Tokyo, Aqua Roma e o bar Aqua Spirit. Embora não haja local no Aqua de onde não se possa ver o Victoria Harbour, a Ilha de Hong Kong e seus edifícios, a mesa à janela é ainda mais especial (não esqueça de fazer reserva!): a vista é de encher os olhos. Às 20 horas, os prédios mais altos disparam raios de luzes em todas as direções. É o Symphony of Lights, espetáculo que acontece, infalivelmente, desde 1998, no qual 44 espigões brilham, mudam de cor e “conversam” por meio de luzes durante 15 minutos. OBS: é beeem caro!

 

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Hong Kong – Explorando esse lado da Ilha

Hong Kong – Explorando esse lado da Ilha

@ Por Patrícia, Viagens

Situada na costa sul da China, banhada pelo Oceano Pacífico, a cidade tem uma geografia linda e difícil, com faixas de terreno plano entre praias e montanhas arborizadas.

Como eu falei no post anterior, tínhamos uma passagem mais folgada por Hong Kong. De tal modo, pudemos fazer o planejado com mais calma e tranquilidade.

No segundo dia, fomos até o Pier em frente ao Shopping Harbour City, no bairro de Tsim Sha Tsui, para pegarmos o ferry em direção à Ilha de Hong Kong, pois estávamos hospedados na Ilha de Kowloon. A travessia é linda (e baratinha) e dura apenas 05 minutinhos. De lá, fomos direto para a Central, que, como o próprio nome sugere, é o centro e o agito daquele lado da ilha. Um passeio despretensioso por aquela região é uma delícia, você encontra de lojas de grifes à barraquinhas de frutas e verduras sem luxo algum. Por ali, um passeio pelo shopping Land Mark, seguido pela escadaria que leva até o Soho. Gente! Fiquei muito surpresa e encantada com aquele passeio. Como Hong Kong é bem íngreme, existe por lá uma escada rolante gigantesca que nos leva até a parte mais alta da ilha. Uma escada rolante atrás da outra, termina uma e já começa a seguinte, o que permite com que você saia com facilidade de cada uma pra conhecer as ruas das redondezas. Saímos lá em cima, na última escada, e fomos descendo, afinal, na descida todo santo ajuda, né? 😀

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Hong Kong – Primeiro dia

Hong Kong – Primeiro dia

@ Por Patrícia, Cultura, Viagens

Como tínhamos uma passagem mais folgada por Hong Kong, conseguimos fazer quase tudo que havíamos planejado sem muita pressa, o que me permitiu, ainda, ir, todos os dias pela manhã, pra academia (maravilhosa, por sinal) do Hotel Icon (e como eu me sinto bem começar o dia em uma viagem fazendo exercício… posso comer e beber sem peso na consciência).

Continuando….  Acordamos cedo, tomamos um baita café-da-manhã e corremos pro Concierge do Hotel para pegarmos algumas informações sobre os passeios. Eu já havia separado tudo que eu queria conhecer em Hong Kong, mas, às vezes, ficamos um pouco perdidos em como casar os passeios, por onde começar, o que pode ser feito no mesmo dia, enfim. Aqui pretendo deixar tudo mastigadinho para evitar surpresas desagradáveis.

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Hong Kong

Hong Kong

@ Por Patrícia, Cultura, Viagens

Confesso que Hong Kong nunca esteve entre o leque de cidades em que eu tinha uma grande vontade de conhecer. Ainda haviam (e há!) muitos outros locais que, para mim, seriam mais interessantes, entretanto, com os planos da viagem para a Ásia tomando forma, Hong Kong foi se tornando uma possibilidade cada vez mais real.

Hoje não faço uma viagem sequer sem passar um pente fino em diversos blogs de viagem e pegar dicas com amigos, acho que nos ajuda – e muito – a não cair em várias “armadilhas” (como eu e o Alcimor costumamos brincar: “todo castigo pra turista é pouco”, rs). E assim foi feito. Pesquisei muito sobre Hong Hong, sua história, cultura, gastronomia e pontos turísticos. Comecei a me empolgar.

Hong Kong é uma das duas regiões administrativas especiais da República Popular da China, a outra é Macau (dedicarei um post a Macau posteriormente). HK é conhecida pelos seus enormes arranha-céus e como uma das áreas mais densamente povoadas do mundo, com uma população de 7 milhões de habitantes. Muitas vezes descrita como o lugar onde o “Oriente encontra o Ocidente”, Hong Kong segue o princípio de “um país, dois sistemas”, já que, como dito, é uma região administrativa especial. A maior parte do território de desenvolvimento urbano da ilha de HK consiste na Península de Kowloon, onde ficamos hospedados.

Chegar a noite em HK faz toda a diferença. Prédios altíssimos e iluminados, letreiros luminosos espalhados pela cidade, muita gente na rua e MUITAS (em caps lock) lojas de grife foram as coisas que, de imediato, mais me chamaram a atenção. No início estranhei, confesso, os prédios, muitos deles bastante velhos, o formato das lojas e os seus anúncios, as barraquinhas de comida nas ruas, as centenas de pessoas andando com máscaras hospitalares, enfim, algo que, isoladamente, causa estranheza, mas que, considerado em conjunto, passa a fazer sentido. Isso é Hong Kong!

Hong Kong é realmente surpreendente! A cidade, muitas vezes citada como a New York do Oriente, é cosmopolita, respira vida e agito, e é um super destino. Nós indicamos!

 


PS: Esse é o primeiro post de uma série de publicações sobre a ilha de Hong Kong. Fiquem de olho!

Camboja – Parte II

Camboja – Parte II

@ Por Patrícia, Cultura, Viagens

Chegamos em Siem Reap em uma tarde de sexta-feira – onde ficaríamos até a tarde do domingo -,  deixamos as coisas no hotel e fomos passear no centrinho da cidade. No meu caderninho de viagens, a primeira anotação que fiz sobre a minha impressão sobre a cidade foi: choque cultural. Aconselho a quem estiver planejando ou de malas prontas para conhecer Siem Reap pesquisar (e muito!) sobre o país.

O nosso motorista (sim, no hotel tínhamos direito a um motorista 24 horas – falarei já sobre esse detalhe) nos deixou nos arredores da Pub Street. Por lá, várias ruazinhas com restaurantes (nada requintados), bares, barraquinhas de sucos e de drinks, casas de massagem (no sentido literal) por uma pechincha e muitos, mas muitos, night markets (destaque para o Angkor Night Market e Siem Reap Night Market). Eu e o Alcimor fizemos uma ótima massagem khmer de 30 minutos por uma bagatela de USD 7,00 cada, em um local chamado Temple Massage. Antes de voltar para o hotel, uma paradinha para uma cerveja – quente – no Red Piano Bar (não tomei uma cerveja gelada por lá em toda nossa estadia).

No dia seguinte, acordamos cedinho, às 4:30 da manhã, em direção ao Angkor Wat, onde lá assistiríamos o nascer do sol por trás daquele templo de deixar qualquer um de queixo caído. Como tínhamos apenas um dia inteiro para conhecer os principais templos da cidade, compramos o Angkor Pass para apenas um dia, por USD 20,00, o que dava acesso a todo o complexo. Assistimos o belíssimo nascer do sol e, ao final, seguimos o que havíamos combinado com o nosso motorista: voltamos para o hotel pra tomar um baita café da manhã, descansar um pouco e voltar à peregrinação nos templos.

Às 9:00 AM, o nosso guia (um sobrevivente da matança do Khmer Vermelho) nos esperava na recepção do hotel para seguirmos, de novo, em direção ao Angkor Wat. O Angkor Wat nada mais é do que a maior construção religiosa do mundo! É impressionante a grandeza e a riqueza de detalhes daquele lugar. Foi construído em apenas 35 anos e é considerado a oitava maravilha do mundo.

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Camboja

Camboja

@ Por Patrícia, Cultura, Viagens

Chegamos no Camboja depois de cinco longos voos: Fortaleza – São Paulo – Frankfurt – Doha – Singapura – Siem Reap. Foram dois dias de viagem até Siem Reap, mas, super bem recompensados quando lá chegamos. Não me lembro de outro lugar ter me provocado tantas emoções e sensações diferentes como o Camboja. Fomos impactados pela história, pelo povo, cultura e pelo sofrimento daquela gente. Também não me recordo de já ter sido tão bem servida, chega a ser constrangedor a forma como somos tratados. É algo que parece ultrapassar a barreira da gentileza: eles nos servem como se fôssemos “amos”, e eles o fazem com a maior alegria e felicidade do mundo.

O povo cambojano é de uma simplicidade e tranquilidade sem tamanho. O sorriso no rosto daquela gente é algo que, com certeza, marcará toda e qualquer viagem de toda e qualquer pessoa que colocar os pés naquele país, principalmente, levando em consideração a tragédia por qual passou, recentemente, aquele povo.

Embora já tivesse tido contato com a história e cultura cambojana, através de pesquisas na internet, livros e documentários, nada como a experiência na vida real, não é? E quão surpreendente ela foi! Siem Reap que, ao contrário do que muitos pensam, não é a capital do país, tem templos magníficos, mas uma história recente bem triste.

Ainda que não houvéssemos sido “brifados” e ainda que não tivéssemos pesquisado sobre a história do Camboja, poderíamos intuir quão triste ela teria sido – como foi! – apenas pelo que os olhares que cruzaram com os nossos conseguiam comunicar, silenciosamente. O país esteve sob o domínio de uma sangrenta ditadura comunista, o Khmer Rouge (Khmer Vermelho, em que Khmer faz referência há uma antiga civilização que ocupou o mesmo território da, então, Indochina, e o vermelho à cor símbolo do comunismo); esteve ainda sob o domínio “semicolonial” do vizinho Vietnã, a tutelar os seus destinos após ter derrubado o regime comunista que ali se instalara. Até meados dos anos 90, quando finalmente recupera a sua soberania, viveu uma sangrenta guerra civil que dizimou quase um terço de sua população. Estima-se que mais de dois milhões de pessoas foram mortas nos campos de extermínio, o que, proporcionalmente, ao número de habitantes do país, pode ser considerada a maior matança de uma civilização em guerras na história.

Hoje, o país é considerado um dos mais pobres da Ásia. Pra ser ter uma pequena ideia, os cambojanos têm de ir ao mercado comprar frutas e verduras todos os dias pela manhã, pois em casa, grande parte deles, não tem energia, nem freezer e geladeira. A energia, por lá, é a base de gerador e, ainda assim, falta luz a todo instante.

Para não me estender muito e tornar a leitura cansativa, continuarei a tratar do Camboja, com a maior atração turística de Siem Reap – os templos, na próxima postagem. Voltem aqui pra conferir! 😉

De malas prontas pra Ásia

De malas prontas pra Ásia

@ Por Patrícia, Viagens

Doha é capital do Catar ou Qatar, país árabe localizado em uma península do Golfo Pérsico. O Catar é um emirado absolutista e hereditário comandado pela Casa de Thani desde meados do século XIX. Foi um protetorado britânico até ganhar a independência em 1971. Desde então, tornou-se um dos estados mais ricos da região, devido às receitas oriundas do petróleo e do gás natural (o país possui a terceira maior reserva mundial de gás). Antes da descoberta do petróleo, sua economia era baseada, principalmente, na extração de pérolas e no comércio marítimo. Em Doha, de fato, encontramos, ainda, resquícios e menções à antiga economia, seja nos barquinhos tradicionais espalhados pelo porto, seja nas estátuas de conchas e pérolas espalhadas pela cidade. Dos 1,9 milhões de habitantes, apenas 250 mil são nativos da região, o restante estrangeiros, principalmente indianos. A religião oficial é o islamismo e muito dificilmente encontraremos homens e mulheres sem o traje oficial, burcas pretas para mulheres e túnicas brancas para os homens. A bebida alcoólica, por lá, é proibida por lei, então nem pense que você vai tomar um choppinho em qualquer lugar naquele calorzão. As bebidas só são permitidas nos restaurantes e bares dos hotéis, bem como no complexo The Pearl, um aterro com shoppings, restaurantes, hotéis, cafés e apartamentos residenciais. Infelizmente não tivemos tempo de visitar.

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Planejando uma viagem

Planejando uma viagem

@ Por Patrícia, Cultura, Viagens

Planejar: “Ato ou efeito de prever, antecipar, ou vislumbrar algo que ainda não aconteceu; preparar; projetar.”

Para mim, a viagem começa por aqui. É bem verdade que, em alguns casos, não há tempo para o planejamento, são aquelas “pei e bufo”, decididas de última hora. Acontece que, na esmagadora maioria das vezes, eu  e o Alcimor gostamos – e muito – de planejar e de nos planejar.

Aqui entra a questão do que conhecer, a quantidade de dias, o quanto se pretende gastar, quais as melhores opções de vôos, o hotel com o melhor custo/benefício, os restaurantes que nos proporcionarão “a” experiência e por que não os looks (pra mim, uma das melhores partes)?

“Perdemos” (ou investimos?) horas e horas pesquisando os detalhe e as histórias de cada lugar. Traçamos rotas e caminhos na tentativa de conhecer mais um cantinho possível desse mundão. Mas nada que comprometa um lugar ou outro, afinal, mais do que conhecer os pontos turísticos de cada cidade, gostamos de nos perder por ela, “like a local”.

Entretanto, as experiências proporcionadas por uma viagem são quase sempre mais fantásticas do que aquelas projetadas por nós. Digo isso não só no sentido visual, mas, principalmente, nas sensações que ela é capaz de despertar. E, pra mim, aqui reside o maior encanto de toda e qualquer viagem: as sensações. Jamais alguém voltará a mesma pessoa que era antes de uma viagem; sempre voltamos diferente do que fomos. E como isso é maravilhoso! Reciclar. Reciclar conhecimento, pensamentos e “achismos”. Conhecemos não só novos lugares, pessoas e culturas – o que, por si só, já seria maravilhoso – mas conhecemos algo dentro de nós que ainda não conhecíamos, ou, pelo menos, não havíamos desenvolvido.

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Duplamente

Duplamente

@ Por Alcimor, @ Por Patrícia, Cultura, Viagens

A ideia de montar um blog surgiu na nossa última viagem, em que tivemos a oportunidade de conhecer cinco países no continente asiático, o que nos proporcionou experiências pra lá de impactantes. Conversávamos e conversávamos sobre as maravilhas daquele contato com uma nova cultura, sobre as descobertas, experiências e sensibilidades afloradas a partir daquele aproximar-se diante do novo. Não seria demasiado egoísmo guardar conosco, e só conosco, estas experiências? Foi a partir do ressoar dessa pergunta em nossa cabeça que decidimos chegar até aqui. E por que não dividir com as pessoas experiências e sensações? Por que não compartilhar o mundo através do nosso olhar, das nossas perspectivas? O mundo pelo olhar do Alcimor é um; através do olhar da Patrícia é outro. Às vezes, esses olhares se coincidem. Mas na verdade, na verdade, cada um carrega consigo sua história absolutamente peculiar e irrepetível que conduz à adoção dos seus paradigmas, o que faz com que pessoas diferentes enxerguem as mesmas coisas de forma diversa. E é isso que a gente quer mostrar aqui!

Tratar apenas de viagens seria correr o risco de sermos reducionistas; até porque não faltam opções de blogs de viagem. Nosso propósito, porém, é diverso. É tratar de tudo isso a partir das viagens, mas não se restringindo à elas. Imaginamos, então, que tratar de tudo que se experiencia em uma viagem fosse uma forma mais autêntica de expressarmos e atingirmos sensibilidades.

Daí porque tratar de cultura, história, gastronomia, vinhos, política e filosofia. São formas de contato com o outro que vão muito além dos meros guias de viagem com dicas banais – e outras nem tanto – e que têm o seu papel e sua função. Espero que gostem!

 Sem Título-1

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