Doha é capital do Catar ou Qatar, país árabe localizado em uma península do Golfo Pérsico. O Catar é um emirado absolutista e hereditário comandado pela Casa de Thani desde meados do século XIX. Foi um protetorado britânico até ganhar a independência em 1971. Desde então, tornou-se um dos estados mais ricos da região, devido às receitas oriundas do petróleo e do gás natural (o país possui a terceira maior reserva mundial de gás). Antes da descoberta do petróleo, sua economia era baseada, principalmente, na extração de pérolas e no comércio marítimo. Em Doha, de fato, encontramos, ainda, resquícios e menções à antiga economia, seja nos barquinhos tradicionais espalhados pelo porto, seja nas estátuas de conchas e pérolas espalhadas pela cidade. Dos 1,9 milhões de habitantes, apenas 250 mil são nativos da região, o restante estrangeiros, principalmente indianos. A religião oficial é o islamismo e muito dificilmente encontraremos homens e mulheres sem o traje oficial, burcas pretas para mulheres e túnicas brancas para os homens. A bebida alcoólica, por lá, é proibida por lei, então nem pense que você vai tomar um choppinho em qualquer lugar naquele calorzão. As bebidas só são permitidas nos restaurantes e bares dos hotéis, bem como no complexo The Pearl, um aterro com shoppings, restaurantes, hotéis, cafés e apartamentos residenciais. Infelizmente não tivemos tempo de visitar.


Nossa experiência


 

Já havíamos colocado os pés no continente Asiático outras duas vezes: na nossa lua de mel, em Dubai e nas ilhas Maldivas; e na parte asiática de Istambul e na Capadócia. Mas nada que se compare à experiência que tivemos na nossa última viagem, em março desse ano.

A viagem começou de Fortaleza para São Paulo, São Paulo para Frankfurt e Frankfurt para Doha, no Catar (em uma apertada conexão em que, graças a ineficiência da TAM somada à eficiência da Qatar Airways, deu tudo certo).

Em Doha, pensávamos nós, teríamos uma parada estratégica, em que passaríamos uma noite na cidade e o dia seguinte inteiro, até embarcarmos rumo ao Camboja (ainda com uma conexão em Singapura). Entretanto, por um “acidente de percurso” (quem nunca?), não conseguimos o nosso visto para o Catar à tempo, o que fez com que ficássemos 22 horas dentro do aeroporto.

Estressados, mas já conformados, fomos ao hotel do aeroporto fechar um quarto para descansarmos. Como todo castigo pra turista é pouco, o hotel estava lotado e só tinha uma suíte disponível, custando uma bagatela de USD 400. Claaaro que eu não ia deixar o Alcimor fazer esse investimento (rs), e resolvemos procurar um lugarzinho pra dormir no Lounge da Business Class da Qatar Airways. O que tinha tudo pra ser ruim acabou se transformando numa experiência, no mínimo, inusitada. Achei Achamos uma área de descanso chamada de “Quiet Area”, o que foi mais do que suficiente pra nós dois. A área é silenciosa e conta com várias micro salas com sofá, poltrona e cabides para roupas. Além de banheiros individuais luxuosos todos equipados com toalhas para corpo e rosto, shampoo, condicionador e hidratante.

Como se não bastasse, o Lounge da Business Class ainda dá direito a T-O-D-A-S as refeições free. Isso mesmo! Jantamos, lanchamos, tomamos café e almoçamos no “0800”. Ah! E os vinhos e champanhes, também inclusos, do mais alto nível (o Alcimor ainda vai fazer um post mais detalhado sobre esse “pequeno” detalhe).

Apesar de todo esse conforto, eu já estava cansada de passar tanto tempo confinada no aeroporto. Como assim eu estava com os pezinhos em Doha e não podia conhecer a cidade? Tem que ter alguma solução. E tinha! Fomos informados de que às 16 horas sairia um tour do aeroporto para conhecer a cidade e, pra isso, ganharíamos um visto super-hiper-ultra provisório, mas que valeu a pena.

Fomos em um ônibus junto com outras persona non grata (rs) e conhecemos os principais pontos turísticos de Doha. Acabamos, em 04 horas, conhecendo quase tudo que tínhamos planejado conhecer em um dia, mas, claro, de forma rápida e superficial. Entre eles:

  • Corniche: um calçadão de 7km que vai desde o Porto de Doha (que também conhecemos) ao Hotel Sheraton.
  • Gold Souq
  • Souq Waqif
  • Museu de Arte Islâmica (não entramos)
  • Katara Village: um complexo de lazer e cultura, com cafés, restaurantes e um anfiteatro.

 

CityTour

 

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Museu de Arte Islâmica. As duas janelas no topo do museu imitam os olhos de uma mulher por debaixo da burca.

 

Matara Village
Katara Village

 

Vista do Katara Village. Ao fundo o complexo The Pearl.
Vista do Katara Village

 

Anfiteatro do Katara Village
Anfiteatro do Katara Village

 

Souq Waqif
Souq Waqif

 

No fim dos 22 dias de viagem pela Ásia, ainda passamos um dia inteiro, agora com visto, em Doha. Ficamos no Hotel Four Seasons e deu pra descansar um pouquinho antes de começarmos a maratona de voos de volta pra casa. Dessa vez, curtimos um pouquinho o hotel, conhecemos as construções para a Copa do Mundo de Futebol de 2022 e conhecemos, ali pertinho, o Shopping Village Mall, que tem uma arquitetura lindaaa! O mall tem um teto que imita o céu, rios e gôndolas como em Veneza (bem ao estilo do The Venetian, em Vegas), e a parte de lojas mais chiques imita a Galeria Vitorio Emanuele. Vale a pena a visita!

 

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