Digo sempre, em conversa com amigos, normalmente entre um gole e outro de vinho, que viajar no espaço é também viajar no tempo. Não entendo esta viagem no tempo, obviamente, como uma viagem de volta no calendário (que é apenas uma forma de organização do tempo, e não o tempo, em si). Viajar no tempo é experienciar um outro ritmo de vida, uma outra cadência na lógica do conviver; é ter contato direto e concreto com uma velocidade distinta a pairar sobre a atmosfera daquele determinado lugar e que exerce influência sobre atitudes e decisões de quem ali se encontra.

Não lembro de ter tido experiência tão marcante, a confirmar esta minha tese, como quando estivemos em Siem Reap, Camboja, há algumas semanas. É claro que construí esta ideia a partir de “viagens no tempo” anteriores que já desvelavam esta realidade à sensibilidade de meu espírito. Mas aquela sensação de confirmação do que houvera sido intuído, tive, mesmo, no Camboja. Vou me debruçar melhor sobre como se deu essa “confirmação” no meu próximo texto.

paty

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